Ocupar Porto Alegre

Publicado em 06/01/2012

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Vou me permitir sair um pouco da discussão sobre escola e língua. Vou me permitir Ocupar Porto Alegre. É que hoje no final da tarde tive a oportunidade de participar de um debate sobre a questão das hidrelétricas (em especial, Belo Monte) junto ao povo que está lá na Praça da Matriz, ocupando um espaço público da cidade.

E o debate foi bonito: falamos sobre a necessidade de acumular riqueza e suas consequências para a geração de energia; falamos sobre alternativas a construção de hidrelétricas; falamos sobre o que estávamos produzindo ali, naquele espaço público ocupado. E, à pergunta que fizeram, que queria saber qual era nossa real contribuição à mudança social (não seria, por acaso, uma utopia a tal mudança?) demos a seguinte resposta: o compartilhar experiências, o dividir conhecimento, isso é nossa maior contribuição na busca de um mundo mais democrático, mais plural.

E como Paulo Freire explica, a cada momento estamos fazendo decisões éticas, que avaliam nossos condicionantes (e não determinantes!) sociais, históricos, culturais, genéticos… e que propõem a construção do novo, da mudança. Estamos a todo o tempo construindo o novo mundo no qual e com o qual vivemos. Por isso, creio que o que fizemos hoje à tarde lá na Praça da Matriz foi mudar, foi fazer uma escolha ética pela mudança nossa e do mundo, pois, seres inacabados que somos, só fazemos (nos) construir (o mundo) a todo o momento.

Voltarei a Ocupar Porto Alegre.

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O Ocupa Porto Alegre continua ocupando a Praça da Matriz pelo menos até o fim de janeiro. Vão.

Publicado em: Política